O jornalista e apresentador Tiago Leifert opinou sobre o trabalho feito pela diretoria do Cruzeiro após o diagnóstico feito pelo técnico português Leonardo Jardim em relação ao que falta no elenco celeste. Apesar dos milhões gastos, o treinador ainda pediu algumas peças.

Após a eliminação da Raposa na semifinal do Campeonato Mineiro, Jardim fez a seguinte análise: “A direção sabe também que podemos melhorar em alguns setores, e está a trabalhar. Às vezes, investimento ou não investimento, às vezes não é sinônimo de ter bons jogadores. Às vezes temos bons jogadores e não necessitamos muito investimento”.

Opinião de Leifert

Vocês têm noção da gravidade do que ele disse? Cara, é muito louco ouvir isso do treinador, porque ele acabou de chegar…Os treinadores portugueses não têm muita censura, né, eles falam o que vem na cabeça. Não, ele não mentiu, ele está correto. É uma coisa que a gente fala aqui, mas o torcedor não quer ouvir. O torcedor do Cruzeiro fica bravo comigo quando a gente fala. Que o dinheiro ‘infinito’, ‘o dinheiro do Botafogo’, não necessariamente quer dizer que você reforçou direito o seu time. O dinheiro sozinho não resolve. É muito importante (o dinheiro), ajuda muito, mas não é ele que resolve todos os problemas. Não é a grana. Ela ajuda muito, mas tem que ter um trabalho bem feito em volta”, opinou.

Eu falava do Botafogo do ano passado, do trabalho humano do Botafogo, de scouting, acertou o treinador, um monte de coisa conspirou. O United é um exemplo disso, o Chelsea é um exemplo disso. Ele (Leonardo Jardim) está dizendo então que, depois de tudo que o Cruzeiro gastou, ele chegou e ele quer mais. Ele precisa, porque, apesar dos gastos todos, o Cruzeiro não reforçou direito. É muito louco isso aqui. Isso preocupa”, agregou Leifert.

Você olha pro Cruzeiro e fala, cara, vai dar certo. Mas vindo o treinador falar, a gente fica achando que a chance de encaixar é menor do que a gente está esperando. Daqui a pouco vai estalar (o dedo), Fabrício Bruno, Fagner, Gabigol, daqui a pouco estala (o dedo) e começa a acontecer. E a gente ouve o cara falar que precisa de mais gente? Você começa a achar estranho”, avaliou o apresentador.