Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, foi o convidado do segundo episódio do MengãoCast, na FlamengoTV. O mandatário comentou sobre a especulação de Filipe Luís na seleção brasileira e aconselhou o comandante a não aceitar um eventual convite.
"Eu vejo que isso é um fato que traz sentimentos multifacetados. Tem o orgulho, reconhecimento grande de que, com pouco tempo de profissão, num clube grande como o Flamengo, com o peso e desafio, ele ser praticamente unanimidade nacional. Você vê jornalistas e torcedores nas redes sociais com um reconhecimento pelo Filipe que não vem só da derrota para a Argentina, já vinha de antes. Os torcedores querem ver o Brasil jogando mais como o Brasil, assim como nós, rubro-negros, queríamos ver o Flamengo jogando mais como o Flamengo. O sentimento coletivo é absolutamente natural, legítimo, e eu, como presidente do Flamengo, vejo isso de maneira natural", começou.
"É uma decisão íntima, mas acredito que, pelo estágio da carreira do Filipe, e falo como presidente do Flamengo e de quem foi presidente de empresas, ele não se deixe desviar dos objetivos da carreira", comentou.
"Será treinador da seleção brasileira"
Ainda assim, o presidente elogiou o trabalho de Filipe Luís no Flamengo e cravou que o comandante será técnico da seleção brasileira no futuro. Porém, fez questão de citar os laços do ex-jogador com o Rubro-Negro, seu clube de coração.
"Entendo que o Filipe tem um caminho à frente dele e não tenho a menor dúvida que vai ter um futuro brilhante e que em algum momento será treinador da seleção brasileira. Na minha opinião, ele não devia, com a idade e estágio que está, assumir a seleção brasileira. Se ele fosse meu filho ou meu irmão mais novo, é o que eu diria para ele. São as escolhas que se faz na vida. Pelo o que eu conheço do Filipe, eu me surpreenderia se ele assumisse esse desafio agora", aconselhou.
"O Filipe é uma criatura de natureza intensa, se alimenta desse caos do futebol de jogo e treino. Tem um envolvimento com isso. É muito diferente estar num clube onde disputa vários títulos com 70, 80 partidas por ano e mudar para um cenário que vai jogar seis, oito partidas por ano, com intervalo de meses. O vício dele é forte e o vício dele é Flamengo. Ele está se realizando e está se divertindo também", afirmou.